Lembram-se da horde exasperada?
Corria mal como se cambaleasse,
Tinham sós as suas mãos e o ventre inchava!
Nunca os percebi bem!
Reparei que a fome integrava,
Parte da natureza do seu ser,
travava-lhes o orgulho e imitava-lhes o correr.
Eu? Eu ria-me alto e de boca aberta,
como se a fome fosse minha e deleitava-me!
Sobrava-me várias vezes riso,
mas não sabia bem o que pensar disso.
Ainda com os olhos prostrados neles,
cheirava a morte inundar o ar,
Penetrava-me o sabor acre e despia-me!
-Já chega de amar!! - diziam-me.
Eu ria, ria, como se a louça partisse,
Aquela horde exasperada nada tinha,
a não ser o cambalear e a fome,
tal qual vento que passa forte e depois some!
As Mãos?? As mãos pendiam-lhes.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
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