segunda-feira, 30 de junho de 2008

Acordem!!!!

Os sistemas estão a resultar e a máquina continua andar!
Ela rola como se justificando que muitos não merecem o que poucos pensam, ela atropela uns poucos...muitos,...(tanto faz) só para, a gritar, mostrar a beleza e o brilho da sua Fantástica Competência.

Quem são esses poucos? Quem são esses muitos? (Tanto faz) Será que é o senhor que escudado, ou não, por uns óculos intelectuais, por um fato impecável, por uma conversa cuidada e floreada, por um sorriso estagnado e que dentro do seu Mercedes (trocado a seis meses para renovação de frota) nos acena, sobe as escadas de um edificio a que chamou parlamento? Oh que imagem!!! Eleva-se-lhe a alma, no mais profundo sentimento de dever cumprido e de rabo aquecido aparece, orgulhoso da sua escolha nobre, de decidir o futuro de uma nação. Ri-se para os que no seu pensamento, não percebem nada do que faz, ... mas enche-se de compaixão, bendito seja!!!!

Demos vivas aO Reino do politkismo!!!!

URRAA!!!

Deixem-se cegar pela caixa que vos enche os desejos. Abram os ouvidos quando vos quiserem atirar com ignorância retórica, abram os braços quando vos lhes estenderem as mãos. Gostem do que verdadeiramente não gostam e embriaguem-se com a morte em vida!


Anukin Findelbhert

sábado, 14 de junho de 2008

"De certa forma, a arte é uma teoria sobre o modo como os seres humanos vêem o mundo."

James Gleick, in Caos - A Construção de uma nova ciência.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Segundo alguns evolucionistas, todas as populações tem o seu apogeu e a sua queda. Esta pode ser derivada de fenómenos naturais, tais como vírus, predadores naturais, esgotamento das reservas de subsistência.
A variação das populações, apesar de dificil predição, é comum num aspecto: "Toda a população terá a sua queda, é apenas uma questao de de tempo. O que nós não sabemos por vezes muito bem, é determinar quando isso acontecerá". Deverão existir sinais prévios, obviamente: uma estabilização do crescimento da mesma, uma diminuição dos recursos disponíveis, uma diminuição na reprodução da espécie dessa população, entre outros, mas quando chegar a esse ponto, é porque a mesma (queda) já está a acontecer.

O João, estava à 4 horas à espera de ouvir alguma notícia. A Alice entrou no Hospital eram 4.20 sensivelmente. As mãos suavam-lhe, e o coração parecia bater mais frequentemente que o normal sempre que a porta do serviço da maternidade que dava para a sala de espera se abria e deixava entrar uma enfermeira. Estava impaciente com a espera, frustrado. Os olhos reviravam -se nas órbitras e os dedos subiam para limpar o suor que lhe teimava em subir à testa.

Lá fora o mundo ardia...

Lá fora o homem perdia a sua batalha.

Alice, deu à luz uma linda menina! No momento em que que a enfermeira procurava chamar o pai, Afonso, um dos médicos obstetras que tinha entrado para o serviço naquela madrugada, olhava para fora de uma janela e observava o nascimento de um novo dia. A luz parecia ter dificuldades em ganhar a batalha à escuridão. Dois dias antes, num ataque de fúria que foi notícia de primeira página dos Jornais do dia seguinte, Pedro Samir, um cidadão luso-marroquino descarregou a velha Luger de 9 mm, do seu falecido pai, em cinco transeuntes que se encontravam a descer a rua Y. Depois de acabadas as balas, no meio de um contexto fantástico de gritos de pânico, de pessoas a correrem, empurrando-se selvaticamente e abrigando-se nos mais estúpidos abrigos possíveis, Afonso, ficou petrificado no sítio onde se encontrava. As imagens pareciam ter-lhe inundado o cérebro de forma tão descontrolada, que lhe davam a noção de se encontrar a ver um filme que perdeu completamente a sua ordem e sequência. Imagens do que já tinha ocorrido enchiam-lhe a a imaginação e de repente saltava para dois momentos mais à frente onde uma corrente espessa de sangue irrompia no espaço sobre os seus olhos, seguida de uma constelação de pequenas gotas do mesmo líquido que se vaporizava no ar à sua frente, numa belíssima névoa vermelha. Um corpo caia inconsciente, outro gritava horrorizado pela perda de metade do seu maxilar inferior, de uma forma, que não podia ser humana! De repente, estava novamente atrás do homem que mais tarde veio a saber ser Pedro Samir.
Os olhos viraram-se e encontraram os seus. Samir sorria levemente! Com uns olhos cheios de ternura acenou com a cabeça como se quisesse dizer "olá" e de seguida, olhou para cima e cerrou os olhos, como se apreciasse o sol de verão que nos bate na face. Ainda de olhos fechados disse suavemente:

- O mundo arde! O mundo arde, irmão!


Gustavo Duarte

Os convencidos

Um dia, quando já estiver farto daqueles que o dizem e se fecham no seu mais primitivo ser, olharei em vão e responderei sem palavras,... como o vento que se arrasta na lua e brilha intensamente no nosso coração. Aí veremos o cão. Veremos esse e o que pouco houver.

Estamos cheios de insignificância, deprimidos com a dureza de chamarem liberdade a uma palavra e democracia a um modo de viver.

Anukin Findelbhert

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sobre a violência de um silêncio absoluto, eu olhei para os olhos dela!...

Perdi-me a meio,... numa viagem a itália, pelos canais, pelo sabor do queijo que do ar aterra com facilidade na nossa boca, de um sorriso perdido na rua, de um comerciante que instiga mais do que o simples desagrado de ser incomodado somente para vender duas peças de fruta, do sol que tarde se vai pondo e iluminando os bairros e as paredes brancas com aquela nuance laranja esbatida na nossa pele e na roupa que trazemos... Aquela saia branca, leve, que brincando com a brisa tardia fazia-me sonhar com o teu corpo.

- Estamos quase lá! - A voz ressoa na minha cabeça e as imagens continuam a projectar-se, cada vez e cada vez mais nítidas.

A Piazza Michelangelo! A ponte Vechio! Il Duomo! O Arno! A Basílica de San Miniato e as vozes de fundo dos monges ensaiando os seus salmos num canto gregoriano que nos embala a imaginação.


Sem retirar os olhos dos meus, ela aproxima os lábios da minha boca, levanta a mão e com um breve toque nos meus lábios fecha-me os olhos. Os dedos perderam-se em contornos infintos, o prazer inunda-me a face e espalha-se pelo corpo como um arrepio doce. O perfume das suas mãos invade-me e embriaga o meu desejo e quando espero pelo meu beijo,... Abro os olhos!!!

... O silêncio continua,... impiedoso, severo e violento!

Franco Castelo