"Estamos ainda, neste momento, solidamente vinculados à natureza; é aí que devemos procurar as nossas formas (...). A questão que se coloca é a de saber como fazê-lo, ou seja, até onde pode ir a nossa liberdade na transformação dessas formas, e a que cores se devem associar.
Esta liberdade pode ir até ao alcance da intuição do artista e não será de mais repetir a importância e a necessidade de desenvolver essa intuição."
Kandinsky W., in Do Espiritual na Arte. pp 101 e 102.
terça-feira, 29 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Levei um espaço comigo,
Pequeno mesmo, muito pequeno,
Não queria nada grande!
Depois de tentar enfiá-lo no bolso,
reparei num garoto,
Olhar desperto, a que me ligo,
e de sorriso ameno,
em pé rodando de cirande,
Faz-me um gesto grosso!!
Aperto as mãos e abro a boca,
O traquinas e maroto,
deu-me mais do que pedi,
Ocorreu-me metê-lo no bolso,
mas este já estava cheio,
com um espaço pequeno, pequeno!
Não me desfiz e em voz rouca,
fingi com ar absorto
ser esse o lugar que medi,...
para pô-lo lá a ele, no bolso!
E na vaidade de lhe ser mais,
Mostrei-lhe apontando o meu espaço,
vazio de nada, mas cheio de algo!
E num esgar rio-me do moço!
Mas lembrou-me o travesso,
numa voz delicada e ares Reais,
Que isso lhe seria baço,
e que um qualquer fidalgo,
Armado em sapo e cheio de torso,
lhe seria completamente avesso.
"Pobre espaço!" Pensei eu..
tão pequeno, tão cheio de algo
E neste momento tão vazio de nada!
Por fim...! Lá tirei-o do Bolso.
Franco Castelo
Pequeno mesmo, muito pequeno,
Não queria nada grande!
Depois de tentar enfiá-lo no bolso,
reparei num garoto,
Olhar desperto, a que me ligo,
e de sorriso ameno,
em pé rodando de cirande,
Faz-me um gesto grosso!!
Aperto as mãos e abro a boca,
O traquinas e maroto,
deu-me mais do que pedi,
Ocorreu-me metê-lo no bolso,
mas este já estava cheio,
com um espaço pequeno, pequeno!
Não me desfiz e em voz rouca,
fingi com ar absorto
ser esse o lugar que medi,...
para pô-lo lá a ele, no bolso!
E na vaidade de lhe ser mais,
Mostrei-lhe apontando o meu espaço,
vazio de nada, mas cheio de algo!
E num esgar rio-me do moço!
Mas lembrou-me o travesso,
numa voz delicada e ares Reais,
Que isso lhe seria baço,
e que um qualquer fidalgo,
Armado em sapo e cheio de torso,
lhe seria completamente avesso.
"Pobre espaço!" Pensei eu..
tão pequeno, tão cheio de algo
E neste momento tão vazio de nada!
Por fim...! Lá tirei-o do Bolso.
Franco Castelo
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