terça-feira, 1 de novembro de 2011

Verdade sem lógica!

Em rubricas antes ditas, sei que me apetecia escrever algo. Perdi a conta. Já não sei! A fonte de outrora escorreu-me da boca parafraseando respostas múltiplas no enchorrilho de uma verdadeira verborreia descomunal. Agora? Agora que se foda. Viva-se o hoje, viva-se o ontem, viva, se, mas se e apenas se, o homem assim o quiser. Se a expressão de ver e sentir lhe for algo mais do que apenas um lindo dia. Porque para um nome estão as frases, para um sentimento estão as ondas de calor e frio , vento e mar que sopram no corpo e preenchem-lhe o vazio que se estende para o mundo.

Anukin Findelbhert
F. surgiu no cimo da escadas. No seu antebraço, uma bandeja cheia de pequenos copos de shot preenchidos com uma substância azul. No momento em que iniciou a sua marcha em direcção à nossa mesa, o seu sorriso despontou, como que liberto por nos ver. A atmosfera enchia-se de fumo à nossa volta e as conversas subiam de tom, como se pressentissem a chegada da embriaguez. No meio de uns passos incertos, confusos, haviam olhos que circulavam pela sala, mediam, afastavam, seduziam, cantavam, perdiam-se na insensatez de uma beleza ingénua e jovem. A bandeja iniciou a sua trajectória pousando lentamente sobre a mesa e os presentes, parecendo atraídos como ímans para a mesma chegaram-se à frente, como sequiosos de algo que não podem ter. A segurança, foi mandada para casa descansar, bem como a modéstia, enquanto as palavras enchiam as bocas daqueles que de um sopro engoliam o conteúdo azul do copo. A conversa começou...