terça-feira, 1 de novembro de 2011

F. surgiu no cimo da escadas. No seu antebraço, uma bandeja cheia de pequenos copos de shot preenchidos com uma substância azul. No momento em que iniciou a sua marcha em direcção à nossa mesa, o seu sorriso despontou, como que liberto por nos ver. A atmosfera enchia-se de fumo à nossa volta e as conversas subiam de tom, como se pressentissem a chegada da embriaguez. No meio de uns passos incertos, confusos, haviam olhos que circulavam pela sala, mediam, afastavam, seduziam, cantavam, perdiam-se na insensatez de uma beleza ingénua e jovem. A bandeja iniciou a sua trajectória pousando lentamente sobre a mesa e os presentes, parecendo atraídos como ímans para a mesma chegaram-se à frente, como sequiosos de algo que não podem ter. A segurança, foi mandada para casa descansar, bem como a modéstia, enquanto as palavras enchiam as bocas daqueles que de um sopro engoliam o conteúdo azul do copo. A conversa começou...

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