- "Quem?! Quem de voçês...? Quem fez isto? Quem?"
Um homem olha para os três cães que tem. Um buraco num canteiro do jardim estende-se ao longo da plantação de rosas vermelhas com tons de fogo. Os cães abanam a cauda,... com a língua de fora parecem que sorriem!
Franco Castelo
domingo, 2 de dezembro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
Um chinelo na cabeça,... uma estrela na mão!
Ali!!! Está Ali!!!
Um velho apontava para o sol. Com os olhos cerrados e o esboço de um sorriso que lhe crescia na face, duas lágrimas rolavam-lhe de cada um dos olhos.
Com o sorriso patente agora no rosto, trouxe a mão que apontava à cara, colocou-a sobre a vista e disse, desta vez em voz baixa e para ele mesmo - Está ali...!
Franco Castelo
Um velho apontava para o sol. Com os olhos cerrados e o esboço de um sorriso que lhe crescia na face, duas lágrimas rolavam-lhe de cada um dos olhos.
Com o sorriso patente agora no rosto, trouxe a mão que apontava à cara, colocou-a sobre a vista e disse, desta vez em voz baixa e para ele mesmo - Está ali...!
Franco Castelo
Há uma coisa que não me sai da cabeça...
A alguns dias atrás, tenho presente o mesmo pensamento.
"À minha volta o mundo vai caindo, vai-se despedaçando, as pessoas vão morrendo e o podre vê-se! Salta à vista! É impossível não ficar a olhar. É uma visão bela, extremamente bela e ordináriamente poderosa. As pessoas vão perdendo bocados, aos poucos vão ficando sem nada... Começam devagar, ... Vêem televisão e o som gutural de carne em putrefacção enche o ambiente; Votam para que lhes governem as vidas e o cheiro gangrenoso invade o ar que respiram! Trabalham para morrer e o cérebro liquefaz-se e escorre-se-lhes da boca para o chão que pisam."
Anukin Findelbhert
A alguns dias atrás, tenho presente o mesmo pensamento.
"À minha volta o mundo vai caindo, vai-se despedaçando, as pessoas vão morrendo e o podre vê-se! Salta à vista! É impossível não ficar a olhar. É uma visão bela, extremamente bela e ordináriamente poderosa. As pessoas vão perdendo bocados, aos poucos vão ficando sem nada... Começam devagar, ... Vêem televisão e o som gutural de carne em putrefacção enche o ambiente; Votam para que lhes governem as vidas e o cheiro gangrenoso invade o ar que respiram! Trabalham para morrer e o cérebro liquefaz-se e escorre-se-lhes da boca para o chão que pisam."
Anukin Findelbhert
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Os grandes problemas sociais, caso possam ser «resolvidos», raramente ou nunca são solucionados graças a um plano racional e global. Resolvem-se através de um processo em que os diversos grupos concorrentes, seguindo os seus próprios interesses (normalmente a curto prazo), chegam, principalmente por acaso, a um modus vivendi mais ou menos estável. (...)
Fica assim claro que a raça humana, até para resolver os problemas sociais relativamente simples, possui, no máximo, uma capacidade bastante limitada.
Manifesto do Unabomber - O futuro da sociedade Industrial, pág. 136
Fica assim claro que a raça humana, até para resolver os problemas sociais relativamente simples, possui, no máximo, uma capacidade bastante limitada.
Manifesto do Unabomber - O futuro da sociedade Industrial, pág. 136
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Corpos I
Raparigas engraçadas,
De corpos bem feitos,...
Mas não passam disso.
Não passam de olhos rasgados,
De bocas suaves,
De cabelos doirados!
Não passam de pernas esguias,
Altas, bronzeadas, lindas!
De ancas contornadas,
De luz de um sol esbatido,
Que se espalha quente,
Em costas que terminam,
no pedaço de corpo, ... que rente,
aos meus olhos agora animam!
Não passam de torsos,
Magros, mas de peito generosos,
De pescoços elegantes,
De ombros ligeiros,
E esmagadores semblantes!
Não passam,... de raparigas,
Engraçadas e corpos bem feitos,
De fantasias sonhadas,
De amores desfeitos,
De seduções excitadas,
De fonte de desvaneios!
Não passam de raparigas engraçadas,
De Corpos bem feitos!
Franco Castelo
De corpos bem feitos,...
Mas não passam disso.
Não passam de olhos rasgados,
De bocas suaves,
De cabelos doirados!
Não passam de pernas esguias,
Altas, bronzeadas, lindas!
De ancas contornadas,
De luz de um sol esbatido,
Que se espalha quente,
Em costas que terminam,
no pedaço de corpo, ... que rente,
aos meus olhos agora animam!
Não passam de torsos,
Magros, mas de peito generosos,
De pescoços elegantes,
De ombros ligeiros,
E esmagadores semblantes!
Não passam,... de raparigas,
Engraçadas e corpos bem feitos,
De fantasias sonhadas,
De amores desfeitos,
De seduções excitadas,
De fonte de desvaneios!
Não passam de raparigas engraçadas,
De Corpos bem feitos!
Franco Castelo
domingo, 23 de setembro de 2007
"Só a loucura é verdadeiramente aterradora, na medida em que não pode ser aplacada com ameaças, persuasão ou subornos."
Malise Ruthaven in Gray J., Al-Qaeda e o significado de ser moderno
Não deixa de ser um suposição interessante, pensar que a loucura pode ser o reacção de uma acção. Neste caso, uma nova acção só poderá gerar mais loucura até que ambos (actor e reactor) estejam loucos... ou já não estarão!?
Gustavo
Malise Ruthaven in Gray J., Al-Qaeda e o significado de ser moderno
Não deixa de ser um suposição interessante, pensar que a loucura pode ser o reacção de uma acção. Neste caso, uma nova acção só poderá gerar mais loucura até que ambos (actor e reactor) estejam loucos... ou já não estarão!?
Gustavo
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
História do amor - visão Socrática
"Quando Afrodite nasceu, os deuses reuniram-se num festim onde, entre vários outros, se encontrava o Engenho, filho da Sabedoria. Depois de jantarem, eis que aparece a Pobreza a mendigar os restos - como é usual em ocasiões de festa... - e ali ficou, junto à porta. Entretanto o Engenho, já embriagado de néctar (pois vinho não havia ainda) foi para o jardim de Zeus, e tão pesado se sentia, que adormeceu. Então a pobreza, que na sua natural indigência meditava ter um filho do engenho, deitou-se junto dele e assim concebeu o Amor."
Platão, O Banquete.
É demasiado parodiante que o Amor seja o Fruto de uma relação, onde o álcool é um dos protagonistas de especial relevância. No entanto,...
Gustavo
Platão, O Banquete.
É demasiado parodiante que o Amor seja o Fruto de uma relação, onde o álcool é um dos protagonistas de especial relevância. No entanto,...
Gustavo
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
"Se me perguntares como é a gente daqui, responder-te-ei: como em toda parte. A espécie humana é de uma desoladora uniformidade; a sua maioria trabalha durante a maior parte do tempo para ganhar a vida, e, se algumas horas lhe ficam, horas tão preciosas, são-lhe de tal forma pesadas que busca todos os meios para as ver passar. Triste destino o da humanidade!"
Goethe, in Werther.
Goethe, in Werther.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
"Eu sou agora um obscuro membro duma nação que outrora honrava e respeitava as minhas opiniões. O caminho da glória é rude e muitas horas sombrias o obscurecem. Possa o grande espírito derramar luz sobre o vosso - e oxalá nunca sofrais a humilhaçãoa que o poder do governo (...) me reduziu; é este o voto de quem nas suas florestas nativas foi outrora tão altaneiro e temerário como agora vos mostrais."
Ma-ki-tai-mi shi-kia-kiak ao General H Atkinson em 1833,
in A fala do índio - Auto-retrato da vida dos povos nativos da América do Norte
Ma-ki-tai-mi shi-kia-kiak ao General H Atkinson em 1833,
in A fala do índio - Auto-retrato da vida dos povos nativos da América do Norte
Um cesto sem fundo apanhou toda a água que pode...
Numa hora em que o vento amaina a sua força,
O espanto daqueles que lhe sentiram a rudeza,
Desvanece em leves cinzas que se espalham pelo ar!
Agora,... brisa ligeira, sopro fraco, leve suspiro...
Fogueira acesa, lume brando... chama de tristeza!
Que perca de infantilidade! Que parva influência!
Que falsa vaidade e jovem impetuosidade!
E é neste momento de calma saudade,
De extrema cobardia, que o amor se dá,
Leve,...doce,...e de repente ...! Dá-nos uma estalada!
Franco Castelo
O espanto daqueles que lhe sentiram a rudeza,
Desvanece em leves cinzas que se espalham pelo ar!
Agora,... brisa ligeira, sopro fraco, leve suspiro...
Fogueira acesa, lume brando... chama de tristeza!
Que perca de infantilidade! Que parva influência!
Que falsa vaidade e jovem impetuosidade!
E é neste momento de calma saudade,
De extrema cobardia, que o amor se dá,
Leve,...doce,...e de repente ...! Dá-nos uma estalada!
Franco Castelo
Sir Winston Churchil
"Um belo dia, numa recepção, estava ele sentado junto a um ministro metodista muito puritano, quando uma jovem empregada atiradiça veio ter com eles com uma bandeja com cálices de sherry. Dirigiu-se primeiro a Churchil, que tirou um cálice, e depois ao ministro. este ficou horrorizado por alguém lhe estar a oferecer álcool: «Minha senhora», declarou ele, «preferia cometer adultério a aceitar essa beberragem intoxicante.» ao que Churchil acenou à rapariga: «Venha cá, menina - Não sabia que podíamos escolher.»
Dominique Enright, in A Sabedoria e o Humor de Winston Churchil
Encontro a dois...
Ele, pegou-lhe a mão e apertou-a na sua. Não lhe apetecia dizer nada, apetecia-lhe andar. Ela deixou-se tomar, submissa. Esperava algo mais do que a mão. Esperava uma promessa, um momento de doce melancolia seguido por outro de paixão contida.
Há muitos anos atrás, tinha ouvido a sua avó falar naquele amor romântico que arrebata o coração e o desfaz em mil pedaços. Ouviu, contado por uma voz rouca e gasta, mas cheia de promessa, de um misto de dor e alegria. Ouviu de peito aberto, de alma sentida, de boca aberta e de lágrimas penosamente contidas. Ouviu e guardou-o, como quem guarda o que mais de precioso tem. Guardou-o dentro dela, onde ninguém o pode ver. Onde ninguém o encontraria,… “Talvez ele o encontre!”.
A noite cheirava a desejo, cheirava a liberdade. Era uma noite, igual a tantas outras que passaram, mas a noite chamava. Chamava como a prostituta da montra, que em trajes menores dança para o trausente que passa e disfarça um certo pudor, mas ao mesmo tempo não consegue desviar um olhar.
Há muitos anos atrás, tinha ouvido a sua avó falar naquele amor romântico que arrebata o coração e o desfaz em mil pedaços. Ouviu, contado por uma voz rouca e gasta, mas cheia de promessa, de um misto de dor e alegria. Ouviu de peito aberto, de alma sentida, de boca aberta e de lágrimas penosamente contidas. Ouviu e guardou-o, como quem guarda o que mais de precioso tem. Guardou-o dentro dela, onde ninguém o pode ver. Onde ninguém o encontraria,… “Talvez ele o encontre!”.
A noite cheirava a desejo, cheirava a liberdade. Era uma noite, igual a tantas outras que passaram, mas a noite chamava. Chamava como a prostituta da montra, que em trajes menores dança para o trausente que passa e disfarça um certo pudor, mas ao mesmo tempo não consegue desviar um olhar.
Um chinelo acabou de trepar à minha cabeça
"Se amanhecer depois de um dia escuro de sol de montes baixos e águas altas. O homem, na sua condição, qualquer que seja,... adaptar-se-á!"
Franco Castelo
Franco Castelo
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