sábado, 27 de outubro de 2007

Um chinelo na cabeça,... uma estrela na mão!

Ali!!! Está Ali!!!

Um velho apontava para o sol. Com os olhos cerrados e o esboço de um sorriso que lhe crescia na face, duas lágrimas rolavam-lhe de cada um dos olhos.
Com o sorriso patente agora no rosto, trouxe a mão que apontava à cara, colocou-a sobre a vista e disse, desta vez em voz baixa e para ele mesmo - Está ali...!

Franco Castelo
Há uma coisa que não me sai da cabeça...

A alguns dias atrás, tenho presente o mesmo pensamento.

"À minha volta o mundo vai caindo, vai-se despedaçando, as pessoas vão morrendo e o podre vê-se! Salta à vista! É impossível não ficar a olhar. É uma visão bela, extremamente bela e ordináriamente poderosa. As pessoas vão perdendo bocados, aos poucos vão ficando sem nada... Começam devagar, ... Vêem televisão e o som gutural de carne em putrefacção enche o ambiente; Votam para que lhes governem as vidas e o cheiro gangrenoso invade o ar que respiram! Trabalham para morrer e o cérebro liquefaz-se e escorre-se-lhes da boca para o chão que pisam."

Anukin Findelbhert
O que faço aqui?

O homem nasce, cresce, estuda, cresce, trabalha, cresce, ama, cresce, envelhece, cresce, morre.
Em que momento parou verdadeiramente de crescer?

Franco Castelo

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Os grandes problemas sociais, caso possam ser «resolvidos», raramente ou nunca são solucionados graças a um plano racional e global. Resolvem-se através de um processo em que os diversos grupos concorrentes, seguindo os seus próprios interesses (normalmente a curto prazo), chegam, principalmente por acaso, a um modus vivendi mais ou menos estável. (...)

Fica assim claro que a raça humana, até para resolver os problemas sociais relativamente simples, possui, no máximo, uma capacidade bastante limitada.



Manifesto do Unabomber - O futuro da sociedade Industrial, pág. 136

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Corpos I

Raparigas engraçadas,
De corpos bem feitos,...
Mas não passam disso.

Não passam de olhos rasgados,
De bocas suaves,
De cabelos doirados!

Não passam de pernas esguias,
Altas, bronzeadas, lindas!
De ancas contornadas,
De luz de um sol esbatido,
Que se espalha quente,
Em costas que terminam,
no pedaço de corpo, ... que rente,
aos meus olhos agora animam!

Não passam de torsos,
Magros, mas de peito generosos,
De pescoços elegantes,
De ombros ligeiros,
E esmagadores semblantes!

Não passam,... de raparigas,
Engraçadas e corpos bem feitos,
De fantasias sonhadas,
De amores desfeitos,
De seduções excitadas,
De fonte de desvaneios!

Não passam de raparigas engraçadas,
De Corpos bem feitos!

Franco Castelo