segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sentado, ...

D. José, pegou na xícara de café. O perfume invadiu o ar. Num gesto solene levou-a à boca e numa pequena acção sorvedora, espalhou as primeiras gotas do líquido quente sobre a boca. Distribuiu-o da forma mais homogénea possível. Fixou o olhar na janela, expirou lentamente pelo nariz e mastigou duas vezes. Com um discreto e pequeno reflexo oral, sentiu a libertação de todos os odores e todos os sabores. A têmperatura foi o que o mais surpreendeu, seguido de um arrefecimento e um nuance amargo abaunilhado. O gosto queimado veio depois o que acetinou a introdução para um chocolate negro mais pronunciado... Por fim, a verdade do seu sabor revela-se. O olhar então desvia-se da janela e prende-se na xícara.

Gustavo Duarte

Ser como o Vento e amar como o Mar

Cheira... Cheira esse ar, salgado, fresco, que te entra pelos pulmões e tarda-se na tua boca enquanto o saboreias! Cheira... Cheira as ondas a bater contra o paredão, a humidade a espalhar-se pelo ar!... Cheira..., Cheira o som das milhares de gotas que caiem sobre o chão onde estás. Cheira o céu azul, as duas nuvens que se estendem brancas e o sol que se estende na tua pele. A areia sobre a rocha, o vento que a transporta. Cheira! Cheira a vida que te preenche e que morre no teu corpo! Cheira o novo e o velho em ti.

Franco Castelo

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ser... (novamente)

Ser comovente e amar como amar!

Franco Castelo

Ser...

Ser como o Vento e Amar como o Mar!

Franco Castelo

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Se te encontrares com Arte, mata a Arte!

Gustavo

(Associado a um conhecido Koan na doutrina Zen)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ser Arte, ... ou haver Arte?

There really is no such thing as Art. There are only artists.

E. H. Gombrich, in The Story of Art