D. José, pegou na xícara de café. O perfume invadiu o ar. Num gesto solene levou-a à boca e numa pequena acção sorvedora, espalhou as primeiras gotas do líquido quente sobre a boca. Distribuiu-o da forma mais homogénea possível. Fixou o olhar na janela, expirou lentamente pelo nariz e mastigou duas vezes. Com um discreto e pequeno reflexo oral, sentiu a libertação de todos os odores e todos os sabores. A têmperatura foi o que o mais surpreendeu, seguido de um arrefecimento e um nuance amargo abaunilhado. O gosto queimado veio depois o que acetinou a introdução para um chocolate negro mais pronunciado... Por fim, a verdade do seu sabor revela-se. O olhar então desvia-se da janela e prende-se na xícara.
Gustavo Duarte
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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