Sobre a violência de um silêncio absoluto, eu olhei para os olhos dela!...
Perdi-me a meio,... numa viagem a itália, pelos canais, pelo sabor do queijo que do ar aterra com facilidade na nossa boca, de um sorriso perdido na rua, de um comerciante que instiga mais do que o simples desagrado de ser incomodado somente para vender duas peças de fruta, do sol que tarde se vai pondo e iluminando os bairros e as paredes brancas com aquela nuance laranja esbatida na nossa pele e na roupa que trazemos... Aquela saia branca, leve, que brincando com a brisa tardia fazia-me sonhar com o teu corpo.
- Estamos quase lá! - A voz ressoa na minha cabeça e as imagens continuam a projectar-se, cada vez e cada vez mais nítidas.
A Piazza Michelangelo! A ponte Vechio! Il Duomo! O Arno! A Basílica de San Miniato e as vozes de fundo dos monges ensaiando os seus salmos num canto gregoriano que nos embala a imaginação.
Sem retirar os olhos dos meus, ela aproxima os lábios da minha boca, levanta a mão e com um breve toque nos meus lábios fecha-me os olhos. Os dedos perderam-se em contornos infintos, o prazer inunda-me a face e espalha-se pelo corpo como um arrepio doce. O perfume das suas mãos invade-me e embriaga o meu desejo e quando espero pelo meu beijo,... Abro os olhos!!!
... O silêncio continua,... impiedoso, severo e violento!
Franco Castelo
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário