O Meu país sobra em gentes de fala fácil,
Em mares que na sua grandeza devoram a terra que o povo cultiva,
Mares que na sua grandeza devoram a alma,
de uma gente que já pouco ou nada se motiva.
E outrora fomos tão grandes, tão grandes!
E agora? No cansaço do vento que nos salga os olhos cansados,
Os velhos amargam as sua bocas e as víuvas!?
As víuvas à noite deitam-se sozinhas.
O meu País. O Meu País pequeno de grandes gentes!
O meu país daqueles que choram, daqueles que vertem lágrimas,
como se o sangue que dessem fossem os filhos que sacrificam,
e no entanto o meu país. Este País!
Quando!? Em que altura esta Terra,
Pisada por tão nobres pés num passado que se afasta,
Erguida na rudeza da dor de um ser português,
Deixou alguma vez de ser nosso!?
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